A osteoporose é uma doença silenciosa que enfraquece os ossos, tornando-os mais frágeis e suscetíveis a fraturas mesmo em quedas leves ou pequenos esforços. Na geriatria, ela merece atenção especial, pois o envelhecimento natural já reduz a densidade óssea, aumentando o risco da doença em idosos.
Estima-se que 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 5 homens acima dos 50 anos terá uma fratura relacionada à osteoporose. No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas convivem com a condição, muitas sem diagnóstico.
As consequências da osteoporose vão muito além da fragilidade óssea. Em idosos, a doença está intimamente ligada a um dos maiores desafios da geriatria: as quedas.
Fraturas frequentes: quadril, coluna e punho são os locais mais afetados.
Perda de independência: uma fratura de quadril, por exemplo, pode deixar o idoso acamado por meses.
Diminuição da autonomia: muitas vezes, o paciente passa a depender de familiares ou cuidadores para tarefas simples.
Impacto emocional: medo de cair novamente, ansiedade e depressão podem surgir após uma fratura.
Aumento da mortalidade: estudos mostram que até 20% dos idosos que sofrem fratura de quadril podem falecer no primeiro ano após o acidente, devido a complicações.
A Dra. Yasmin Trioni é médica clínica geral com ênfase no cuidado com idosos e experiência no acompanhamento de pacientes com osteoporose, condição que afeta a saúde óssea e aumenta o risco de fraturas na terceira idade. Ela atua na cidade de Itapeva – São Paulo, atendendo pacientes de toda a região.

A Dra. Yasmin entende o quanto pode ser preocupante lidar com ossos frágeis, risco de quedas e fraturas, além das dúvidas sobre exames, prevenção e tratamento.
Por isso, seu foco não é apenas prescrever medicamentos, mas investigar as causas da perda óssea, avaliar fatores de risco e oferecer um acompanhamento completo e individualizado.
Mais do que tratar a osteoporose, a Dra. Yasmin acompanha cada paciente ao longo do tempo, orientando sobre prevenção de fraturas, fortalecimento da saúde óssea, nutrição, atividade física e qualidade de vida, garantindo um cuidado contínuo e seguro.
A consulta é um espaço de acolhimento e parceria, tanto para o idoso quanto para sua família e cuidadores, sempre com atenção às necessidades individuais de cada paciente.
Formada em Medicina pelo Centro Universitário Municipal de Franca (Uni-FACEF), a Dra. Yasmin atualmente está em processo de especialização em Geriatria pela Afya, em São Paulo, onde tem a oportunidade de acompanhar casos reais em ambulatório e ampliar sua experiência prática no cuidado com a saúde do idoso.
Seu propósito é oferecer uma medicina que vai além dos exames: um atendimento humano, com escuta atenta, tempo dedicado às queixas e foco real em melhorar a qualidade de vida de cada paciente.
A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos de forma lenta e silenciosa, tornando-os mais porosos e frágeis. Isso acontece porque há uma perda progressiva de minerais, principalmente cálcio, que compromete a resistência óssea. O grande risco é que, muitas vezes, a pessoa só descobre a doença após sofrer uma fratura causada por uma queda ou até mesmo por pequenos esforços do dia a dia.

A osteoporose e a osteopenia estão relacionadas à perda de massa óssea, mas não são a mesma condição. A osteopenia é considerada um estágio intermediário: ocorre quando a densidade dos ossos já está abaixo do normal, mas ainda não atingiu o grau de fragilidade característico da osteoporose. Em outras palavras, a osteopenia é um sinal de alerta de que os ossos estão enfraquecendo e o risco de fraturas começa a aumentar. Já na osteoporose, essa perda é mais acentuada, os ossos ficam muito frágeis e o risco de fraturas é significativamente maior, mesmo em quedas leves ou pequenos esforços.

Na geriatria, entender os fatores de risco da osteoporose em idosos é fundamental para prevenção e diagnóstico precoce. Com o avanço da idade, os ossos naturalmente se tornam mais frágeis, mas hábitos de vida, histórico familiar e uso de alguns medicamentos podem aumentar significativamente a chance de desenvolver a doença. Reconhecer esses fatores ajuda a orientar cuidados, reduzir o risco de quedas e fraturas, além de manter a qualidade de vida na terceira idade.
Envelhecimento natural dos ossos
Com o passar dos anos, há uma redução progressiva da densidade mineral óssea, processo natural do envelhecimento. Essa perda de massa óssea é ainda mais acelerada em mulheres após a menopausa devido à diminuição do estrogênio, hormônio que protege os ossos.
Influência genética
O histórico familiar é um importante fator de risco. Idosos que têm parentes próximos com diagnóstico de osteoporose ou fraturas de quadril apresentam maior predisposição a desenvolver a doença.
Sedentarismo e nutrição inadequada
A falta de atividade física e uma dieta pobre em cálcio e vitamina D contribuem diretamente para a fragilidade óssea. Exercícios de impacto leve e musculação ajudam a fortalecer os ossos, enquanto a alimentação equilibrada garante os nutrientes essenciais para sua manutenção.
Uso de medicamentos que afetam o metabolismo ósseo (corticoides, anticonvulsivantes etc.)
Alguns medicamentos, quando usados por longos períodos, podem acelerar a perda óssea. Corticoides, anticonvulsivantes e até alguns tratamentos para câncer interferem no metabolismo do cálcio e da vitamina D, aumentando o risco de osteoporose.

A osteoporose é conhecida como a “doença silenciosa”, porque, na maioria dos casos, não apresenta sintomas até que ocorra uma fratura. Isso faz com que muitos idosos convivam com a fragilidade óssea sem perceber, descobrindo a condição apenas após uma queda ou até mesmo após pequenos esforços que resultam em fraturas.
Apesar de silenciosa, alguns sinais podem servir de alerta:
Dor crônica: geralmente localizada na coluna ou nas costas, pode estar associada a microfraturas que passam despercebidas.
Perda de altura: é comum que o idoso perca alguns centímetros com o tempo devido ao colapso das vértebras fragilizadas.
Cifose (a chamada “corcunda do idoso”): deformidade da coluna causada por fraturas vertebrais, que afeta não apenas a postura, mas também a respiração e a mobilidade.

O diagnóstico da osteoporose em idosos é essencial para prevenir fraturas e garantir a preservação da autonomia. Como a doença é silenciosa, é preciso investigar ativamente os fatores de risco e utilizar exames adequados.
Densitometria óssea (exame principal)
A densitometria óssea é o melhor exame para identificar a osteoporose. Simples, rápido e indolor, ele mede a densidade mineral dos ossos, geralmente na coluna lombar e no quadril.
Exames laboratoriais complementares
Além da densitometria, o médico pode solicitar exames laboratoriais para investigar causas secundárias da perda óssea.
Importância da avaliação geriátrica integral
Na geriatria, o diagnóstico considera não só os ossos, mas também o risco de quedas, uso de medicamentos, força muscular e hábitos de vida.

Fraturas: as mais comuns são quadril, coluna e punho. As fraturas de quadril são as mais graves, exigindo cirurgia e longa reabilitação. As de coluna podem surgir espontaneamente, causando dor e deformidade.
Impacto funcional e perda de independência: Após uma fratura, muitos idosos perdem autonomia para atividades básicas, o que prejudica a qualidade de vida
Aumento da mortalidade pós-fratura: Até 20% dos idosos que sofrem fratura de quadril podem falecer no primeiro ano, devido a complicações como imobilidade e infecções.

A prevenção é a estratégia mais eficaz contra a osteoporose, especialmente na geriatria. Mesmo em idosos que já têm diagnóstico de osteoporose, medidas preventivas ajudam a evitar a progressão da doença e complicações:
Alimentação rica em cálcio e vitamina D
Atividade física regular (exercícios de força e equilíbrio)
Exposição solar adequada

O tratamento da osteoporose em idosos tem como principal objetivo fortalecer os ossos, reduzir o risco de fraturas e preservar a autonomia. Na geriatria, essa abordagem precisa ser individualizada, levando em conta a idade, as doenças associadas, os medicamentos em uso e o grau de fragilidade do paciente.
Suplementação de cálcio e vitamina D
A reposição de cálcio e vitamina D é frequentemente indicada para melhorar a saúde óssea. Esses nutrientes ajudam na mineralização dos ossos e aumentam a eficácia dos medicamentos específicos contra a osteoporose. A suplementação deve sempre ser orientada pelo médico, evitando excessos que podem trazer riscos, como cálculos renais.
Medicamentos específicos (bifosfonatos, denosumabe, teriparatida)
Existem várias opções de medicamentos que atuam diretamente na prevenção de fraturas.
Bifosfonatos: reduzem a perda óssea e diminuem o risco de fratura de quadril e coluna.
Denosumabe: indicado para casos em que os bifosfonatos não podem ser usados.
Teriparatida: atua estimulando a formação de osso novo, indicado em casos mais graves.
A escolha depende do perfil clínico do idoso e deve ser acompanhada de perto pelo geriatra.
Abordagem multidisciplinar: médico, nutricionista, fisioterapeuta
O tratamento mais eficaz da osteoporose vai além do uso de medicamentos. É fundamental envolver uma equipe multiprofissional:
Nutricionista: orienta uma dieta adequada em cálcio e proteínas.
Fisioterapeuta: ajuda na recuperação após fraturas, melhora a postura e fortalece músculos.
Educador físico: orienta exercícios seguros que aumentam a força e reduzem o risco de quedas.
Adaptação do ambiente para prevenção de quedas
Na geriatria, prevenir fraturas significa também tornar o ambiente mais seguro. Retirar tapetes soltos, instalar barras de apoio no banheiro, usar calçados adequados e garantir boa iluminação são medidas simples que reduzem significativamente o risco de acidentes dentro de casa.

Viver com osteoporose não significa, necessariamente, perder independência ou qualidade de vida. Com o acompanhamento adequado, é possível reduzir o risco de fraturas e manter a autonomia mesmo na terceira idade. Na geriatria, o foco vai além do tratamento da doença: busca-se preservar a mobilidade, o bem-estar físico e emocional do idoso.
A atenção deve ser voltada para três pilares principais:
Prevenção de quedas: adaptações no ambiente, uso de calçados adequados e exercícios de equilíbrio ajudam a diminuir riscos.
Manutenção da autonomia: incentivar a prática de atividades físicas, participação social e rotinas independentes é essencial.
Apoio emocional e social: conviver com dor crônica ou medo de cair pode gerar ansiedade e depressão. O suporte da família, cuidadores e equipe de saúde é fundamental.
Quando bem acompanhados, os idosos com osteoporose podem continuar ativos, seguros e com qualidade de vida, aproveitando plenamente essa fase da vida.

A osteoporose tem cura?
Não. A osteoporose não tem cura, mas tem tratamento eficaz que pode fortalecer os ossos, reduzir o risco de fraturas e melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento regular com o geriatra é essencial para manter o controle da doença.
Todo idoso deve fazer densitometria óssea?
Nem todos, mas a densitometria óssea é indicada principalmente para mulheres após a menopausa, homens acima dos 70 anos e idosos com fatores de risco, como histórico familiar, uso de corticoides ou fraturas anteriores.
Quais alimentos ajudam a fortalecer os ossos?
Alimentos ricos em cálcio e vitamina D são os mais importantes. Leite, queijos, iogurtes, vegetais verde-escuros, peixes e oleaginosas devem estar presentes na dieta. Além disso, a exposição solar contribui para a produção natural de vitamina D.
Quais os riscos de fraturas no idoso com osteoporose?
O risco é alto, especialmente de fratura de quadril, coluna e punho. Essas lesões podem comprometer a independência do idoso, causar dor crônica e até aumentar a mortalidade. Por isso, a prevenção é tão importante.
Quando procurar um geriatra para prevenção da osteoporose?
O ideal é procurar o geriatra antes mesmo do surgimento dos sintomas, especialmente em idosos com histórico familiar, mulheres após a menopausa ou em quem já teve fraturas. A avaliação geriátrica integral permite identificar riscos e orientar medidas preventivas.

A osteoporose é uma das doenças mais relevantes na geriatria, não apenas pelo risco de fraturas, mas pelo impacto direto na mobilidade, independência e qualidade de vida dos idosos. Embora silenciosa, ela pode ser prevenida e tratada com acompanhamento médico, hábitos de vida saudáveis e medidas simples de segurança no dia a dia.
Cuidar dos ossos é cuidar do futuro: quanto antes a osteoporose for identificada, maiores as chances de evitar complicações e preservar a autonomia do idoso.
Se você ou um familiar já apresenta fatores de risco para osteoporose, não espere os sintomas aparecerem.
Agende uma consulta com um geriatra e descubra como é possível prevenir, diagnosticar e tratar a doença de forma personalizada.
A sua saúde óssea merece atenção hoje, para garantir mais segurança e bem-estar amanhã.